Home Data de criação : 08/07/07 Última atualização : 11/10/17 15:32 / 45 Artigos publicados

V Mostra de Música & Poesia  escrito em segunda 03 novembro 2008 12:40

 

Nos dias 13 e 14 de Novembro de 2008 acontecerá a

 

V Mostra de Música e Poesia

da Unesp - Marília

 

Clique aqui para inscrever sua música ou poesia

 

Este será um evento a ser realizado dentro da

 

Clique aqui para conferir a programação da Semana

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Que você já vai embora  (I Mostra (13-dez-2005)) escrito em sexta 24 outubro 2008 20:24


Gravação por

Augusto Teixeira, em 2007

 

 

 

Que você já vai embora


Augusto Teixeira

 

Que você já vai embora

este filme eu sei de cor

 

Ma’espera que hoje eu tô decidida

a banir-te de uma vez!

Tome este anel que não te esquece,

venda ou dê pra outra usar...

 

Tantas voltas e acolhidas...

Esqueça! Resolvi mudar!

 

E vamo!

A mala, a porta, a rua, cai fora!

Nossa história acabou. Chega!

Deixa a chave e saia com a certeza

Que este adeus foi pra ficar...

 

E eu não quero te ver nem pintado de ouro,

mas’pera um pouco, antes que te vá,

saiba que espero o meu consolo:

um filho que nunca verá...

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Saudade  (II Mostra (09-mar-2006)) escrito em sexta 17 outubro 2008 20:06

Luciane de F. Beckman Cavalcante

 

Agora estou só e talvez perdida

meus devaneios já não me levam a você e aos seu olhos

estes antes a invadir minha essência

hoje a fugir... a desviar

de mim e daquilo que desconheço

e como uma presa frágil

eu também não sei qual fim será

não preciso temer, é preciso sentir

somente o agora é o que temos

eu continuo aqui...leve , calma... vazia

então meu bem

não escape por entre meus dedos

deixando os seus vestígios em mim

apenas permita que eu sinta

saudade

apenas permita

que eu deite nas lembranças

de quando presa em teus braços

sentia toda a  liberdade

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Escória  (II Mostra (09-mar-2006)) escrito em sexta 17 outubro 2008 19:58

Letra: Gabriel Gurae - Música: Augusto Teixeira 

 

    ruas escuras e desertas

    labirintos

    fumantes de crack nos becos

    escória

    em mim manifesta-se a raiva

    começo a esmurrar o asfalto

    o sangue vermelho contrasta com o negro da noite

    servindo de alimento pras formigas que surgem por geração espontânea

   

    minha mão doi

    a raiva e a dor são inúteis, elas não mudam nada

    apenas fazem parte desse todo sem sentido

 

    sozinho, sem importância social

    quero uma fantasia celestial

    pra botar ordem nesse caos visceral

    fadas iluminando os becos

    fumantes de crack cavalgando em unicórnios

 

    minha mão doi

    se não posso parar a dor

    invento um sentido pra ela

 

    eu quero ser aquela criança

    que feliz fazia castelos na areia

    num terreno sujo e baldio

    brincando com interesse despreocupado

 

 

 

 

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Povo Esquecido  (III Mostra (24/25-ago-2006)) escrito em sexta 10 outubro 2008 12:10


 registro da

III Mostra


Talento Oposto

  

Quanto tempo faz que o povo pede paz

pra viver nesse mundão

É foda. É só decepção

Coração cheio de mágoa, dor e revolta

Dinheiro nenhum traz seus parceiros de volta

Uma pá de fita loca lhe faz ser bicho solto

Um tapa de um PM, playboy com cara de nojo

Nem um pouco satisfeito com essa p...

Demagogia comigo não funciona

Capa de revista, matéria, entrevista

Manchete de jornal, ibope pra mídia

Normal

Capitalismo, bem material plantou o egoísmo

Entre pai e filho

Desordem e regresso: esse é o sucesso

Esse é o progresso na selva de concreto

Várias mentes, vários corações

Várias maldades, tantas opiniões

Atitude por razões, gravatas roubam milhões

E tão de terno importado

pra nós é complicado

Tentar manter a calma e segurar a onda

A teoria na prática é outra coisa

Ninguém vive no mundão só por viver

Ambição, os sonhos vão fazer correr

Em busca de uma paraíso alcançar aquela meta

E de repente a realidade é o que resta

O pobre não tem vez acaba no xadrez

Assinam 155 são vários 16

te deram o prêmio e a vitória você tá vendo

Sem trampo, estudo, uma vida de veneno

 

Melhoria pra nós ninguém traz, quem traz?

Ninguém, traz, ninguém traz

Melhoria pra nós tanto faz, tanto faz

Plantão guerra, pedem paz

Mais

 

 

Sempre alerta aos fatos

Tantos fatos, muitos fatos

O jogo é loco e povo é o prejudicado

Só obstáculo pra testar a nossa febre

Arma e droga é mato,

tem moleque que se perde

Na ilusão, vitória no canhão não

Resolve de nada só atrasa, ficam as marcas

O que complica é se acostumar com a zica

Merreca de salário, saúde, educação restrita

Você acredita na mudança, esperança?

Descontentamento quando pesa na balança

Ó nós terceiro plano, cadê a dignidade dos manos?

Cadê o interesse, sinceridade nos planos?

Não tem, ninguém vem, ninguém traz, ninguém faz,

Melhoria pra eles e pra nós tanto faz

Se estamos bem ou mal pra elite não interessa

Luxo, fama, sexo e festas

Quando morre uma rasgação de seda (aí dá até nojo)

Quantos pobres se foram e eles nem lembram do povo

tá loco eu sei, embaçado, complicado

Querer e não poder sujeito tem que ter

Coragem e atitude e força pra vencer

Sociedade hipócrita vira as costas é pra você ver

Te dão ruas emburadas, casa destelhada

Proíbe o pó, crack e maconha, mais no boteco tem cachaça

Você acha que tá bom, que tá doce? Antes fosse

O sofrimento vem do passado e hoje

O Brasil é isso aí

Se tem pode sorrir

Querem subtrair pra si nunca dividir

 

Melhoria pra nós ninguém traz, quem traz?

Ninguém, traz, ninguém traz

Melhoria pra nós tanto faz, tanto faz

Plantão guerra, pedem paz

Mais

 

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